Q. p*#*@ é essa tal de “inovação”?

Numa discussão recente, o questionamento aristotélico caiu como uma bomba.

Após certo consenso sobre a conceituação de inovação e suas vertentes, criadora e destruidora, a dúvida que pairou foi a de quem, ou o quê, pode ser seu vetor.

Ora, se hoje, mais do que ontem, nos apegamos às ciências exatas, muito mais do que as humanas, somos adeptos da mecanização, e entendemos que, de modo geral, para atingirmos a relevância, devemos nos empenhar muito mais em “criar” algo replicável e escalável, pergunto, de onde surgirá o vetor da inovação?Com certeza não do modelo “copia e cola” que temos hoje.

Como incentivar a criatividade se prezamos pela replicabilidade?
Como fomentar a inovação se pouco entendemos do nosso mundo, das pessoas, das suas necessidades, de seus anseios e desejos?

O afastamento constante das artes, o patrulhamento do “politicamente correto”, a homogenização da crítica, a disseminação de fórmulas prontas, pasteurizaram nossa sociedade ao ponto da forma mais constante de “dor” apresentada é aquela relatada pela afirmação de que a “equipe não pensa”.

Claro que não pensa!

Não prego um retorno às letras ou à filosofia, apenas uma busca de conhecimento.

De que fonte bebem os inovadores?
Seus alunos ou mesmo seus colaboradores buscam conhecimento?

Leem algo?

Conhecem Asimov, o HAL9000, Bandeira, ou mesmo um tal de Leonardo (aquele que nasceu em Vinci)?

Provoco vocês a num ato de “rebeldia” disseminar cultura, e – como num retorno a liberdade – enfim pensar.

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